|

COMUNICAÇÕES
Magazine, July 2001
INOV is a member
of the MÃO-NA-MÃO ("Hand-in-Hand") initiative.
Together with the other organisations involved, INOV dedicates,
in a consistent and structured way, one labor day to a social cause.
Involved organisations collaborate in what is necessary, with coordination
assured by experts from the beneficiary institutions or from the
organisations themselves. Activities include, but are not restricted
to, rehabilitation of spaces, training in new technologies, accompanying
elderly people and children to cultural, information or leisure
places, support Non Governmental Agencies in public collection actions
and others like clinical trace. The objective is to give a little
of each organisations' human force to institutions that aim at the
improvement of the quality of life of the elderly, disabled, abused,
sick or simply abandoned by the society.
"
Mão-na-Mão: movimento empresarial, lufada de ar fresco
Conforme
prometido na última COMUNICAÇÕES, desta feita
vou falar do Projecto Mão-na-Mão. Porque há
delícias que têm de ser faladas, pelo exemplo que dão,
mas sobretudo porque se revestem duma dimensão humana e duma
noção de cidadania a que as pessoas do mundo empresarial
não estão muito habituadas. É, naturalmente,
uma questão de estética empresarial, mas também
pessoal.
Falo do Murteira Nabo, feito animador, sentado no chão com
os meninos da SOL - associação que apoia crianças
portadoras do vírus HIV - e com os meninos da AMI - associação
que, em Portugal, apoia os sem-abrigo e dá alguma luz aos
seus filhos e aos filhos de alguns bairros votados ao abandono das
sociedades menos/mais evoluídas (?!) - sentado no chão,
porque assim podia ficar mais perto deles. Falo deste "senhor
que fez aquilo tudo" como referiu uma das crianças,
com um brilhozinho na alma, ao ser entrevistada pela TVI: "Eu
quero dizer obrigado a esse senhor"... a simplicidade com que
esta criança vê o mundo que a rodeia é deliciosa.
Mas falo também daquela relação nascida num
acto espontâneo e pleno de paixão e compaixão:
paixão da criança da SOL e compaixão do alto
gestor, aliás administrador, de várias das empresas
do Grupo PT. A criança não largou o colo de quem lhe
deu colo, e não só não o largou, como também
afastou qualquer intruso. Quando os abeirei, para lhes dizer já-nem-sei-bem-o-quê,
o pequeno, em tom peremptório, disse-me: "vai-te embora",
como quem diz: não me tires este prazer que hoje é
meu.
Aquele colo conquistado talvez com um simples dar-de-mão
no início do encontro, ou talvez porque a ida daquelas crianças
ao Oceanário tivesse sido um "refresco" no seu
dia-a-dia, e o colo recebido fosse a "palhinha" para melhor
bebê-lo e saborea-lo. Esse colo tinha/tem dono, e seu dono
chama-se Luís Ribeiro (ver foto). No final da tarde, as cabeças
dos voluntários rebolavam ao sabor dos gritos e guinchos
dos pequenos mais rebeldes e turbulentos. E era ver o José
Maria correndo atrás dos mais traquinas, a Carla a pôr
à prova a sua capacidade de educadora, a Paula que, com "bué"
de paciência, acalmava os ânimos mais agitados, a Maria
João, feita pé-de-duas-cerejas, com duas crianças
que não a largaram, o João Paulo e o Carlos servindo
de sacos de boxe por estarem camuflados de telefone, para apenas
falar de alguns de entre os que mais se realçaram pela dinâmica
imposta.
Puf!! Mas os seus pensamentos vibravam ao ritmo do bater feliz dos
corações dos miúdos: missão cumprida.
Fica-se a gostar mais da nossa empresa e dos nossos colegas. E percebe-se
que, afinal de contas estamos cá para servir e ser servidos.
Mesmo na óptica do negócio, ou na qualidade de representantes
de empresas, começamos por ser "simplesmente" cidadãos
do mundo.
Efectivamente, algumas (poucas, muito poucas) empresas são
conhecidas como empresas boas cidadãs, e procuram sê-lo
correspondendo à imagem que vão construindo. Apoiam
a sociedade através dos variados donativos que concedem (até
porque essa boa forma de estar em sociedade ajuda a abater nos impostos),
mas oferecer o seu maior trunfo - a sua mão-de-obra- quase
nenhumas o fazem.
Foi por isto, e por ter tido conhecimento que "lá fora"
existem empresas que têm instituído o dia do voluntário,
que nasceu a ideia de "importar" um dia de voluntariado
empresarial para a empresa onde trabalho. E porque não arrastar
mais empresas para esta iniciativa e criar um movimento para a implantação
de um dia de voluntariado empresarial? Um programa inovador e, sem
dúvida, motivador. No primeiro contacto obteve-se a anuência
imediata da Siemens. da IBM, do INOV, da TELEMANutenção,
da Euro-sistema e da Editora RH e, posteriormente, a da Telepac,
TV Cabo, Lusomundo e a da Marconi. A PT Comunicações
gere o projecto.
Em que consiste esta iniciativa? Cada emprega que integrar, este
projecto oferecerá, duma forma consistente e estruturada,
um dia da sua mão-de-obra a uma causa social. Este "dia"
terá lugar ao longo dos dias do ano de acordo com os projectos
existentes e as suas necessidades. Para o efeito, vai ser formalmente
estabelecido um protocolo de cooperação entre as várias
entidades, que se pretendem todas do sector- privado, apesar do
projecto já ter arrancado, dada a grande motivação
dos parceiros.
Vamos - as empresas vão - colaborar naquilo que for preciso,
tendo em conta não só aquilo que melhor soubermos
fazer, mas também tudo aquilo que de melhor pudermos fazer.
A coordenação será sempre assegurada por peritos
das instituições beneficiadas, ou das empresas. Vamos
reabilitar espaços, já o foi o das Portas Amigas da
AMI, em Cascais. Vamos dar formação no âmbito
das novas tecnologias. Vamos levar idosos e crianças a locais
de informação, lazer e/ou cultura. Vamos apoiar acções
pontuais de ONG's a nível de peditórios, rastreio
clínico, como já aconteceu com os "Jardins Vividos"
dos Médicos do Mundo. Em suma, vamos dar um pouco da nossa
força humana às instituições que por
missão têm a melhoria da qualidade de vida das pessoas
idosas, deficientes, maltratadas, doentes ou pura e simplesmente
abandonadas pela sociedade. Vamos fazer parcerias com outras iniciativas
internacionais, como foi o caso da colaboração com
o "Impact Day", da Deloite Consulting: "arrancar"
as acácias da serra de Sintra, uma praga ambiental. Convidar-se-ão
mais empresas a integrar este grupo empresarial. Outras empresas
que, pelas áreas em que actuam, venham enriquecer o projecto.
Aceitam-se de bom grado todas as ideias que contribuam para a valorização
desta iniciativa. Aceitam-se pedidos de instituições,
com projectos concretos, cujo primeiro contacto deverá ser
feito através do N.º Verde 800 206 206. "
|
 |

Inventos nacionais do sonho ao real
INOV has received
the 2nd prize at the "Salão de Inovação
e Criatividade" (Innovation and Creativity Initiative) of the
Endiel 2001 fair. More...

'Caixa
azul' controla extracção de areias
Following the
catastrophic fall of a bridge in the North of Portugal, a proposal
aiming at the installation of monitoring equipment on board sand
extraction vessels was prepared as a National Law.
More...
|