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Weekly
Newspaper EXPRESSO, June 18, 2001
Following the
catastrophic fall of a bridge in the North of Portugal, a proposal
aiming at the installation of monitoring equipment on board sand
extraction vessels was prepared as a National Law. This system would
be similar to INOV's MONICAP system for monitoring and inspection
of fishing activities.
"
'Caixa azul' controla extracção de areias
O sistema
permite vigiar, de dez em dez minutos, o local onde se encontra
o barco a extrair inertes
A INS'I'ALAÇÃO
de uma <<caixa azul>>, que registe os locais e a quantidade
de extracção de areias, é a mais recente proposta
para acabar com os alegados abusos dos areeiros. O sistema, idêntico
ao utilizado pelos barcos de pesca, emite as informações
por satélite que serão recebidas na Inspecção-Geral
do Ambiente (lGA). A iniciativa é do grupo parlamentar do
PS e será apresentada na próxima semana na Assembleia
da República.
Renato Sampaio, autor do projecto, quer que todas as embarcações
licenciadas para dragagem e extracção de inertes sejam
obrigadas a instalar a tal <<caixa azul>>. <<0
sistema permite vigiar de dez em dez minutos o local onde se encontra
o barco>>, diz o deputado. Se o diploma for aprovado, os barcos
encontrados sem a <<caixa azul>> ficarão sem
licença de extracção.
Este projecto prevê a criação de um Centro de
Controlo e Vigilância de Dragagens e Extracção
de Inertes, a instalar no IGA, pago pelo Estado, cabendo apenas
aos proprietários das embarcações o custo da
<<caixa azul>>, que deverá rondar os 800 contos.
O equipamento consiste num pequeno aparelho GPS que emite ondas
que serão recebidas na estação costeira instalada
em Sintra, que por sua vez envia as informações para
a IGA.
Esta iniciativa dos deputados socialistas decorre da verificação
de que a queda da ponte sobre o Douro, em Castelo de Paiva, também
se ficou a dever a deficiências de fiscalização
da extracção de areias, tornando-se indispensável
adoptar medidas que aumentem a sua eficácia e <<minimizem
os riscos de acidentes semelhantes>>.
Fernando Silva, presidente da comissão instaladora da Associação
das Empresas de Dragagem do Norte (ADRAG) - organização
constituída no início deste mês -, concorda
com esta solução, que evitará <<acusações
injustas>> aos areeiros e <<demonstrará que eles
não operam à margem da lei>>. Femando Silva
lamenta que a comissão de inquérito ao acidente de
Castelo de Paiva não tenha ouvido as empresas que operam
no rio Douro e diz que os areeiros <<apoiam tudo o que contribua
para que o negócio da extracção de inertes
seja transparente ao máximo>>.
Há duas semanas, a Inspecção da Direcção-Geral
do Ambiente e Ordenamento do Território do Norte detectou
no Tâmega, perto de Chaves, dois areeiros a operarem sem licença.
Por isso, Renato Sampaio defende a aprovação urgente
deste diploma para que a <<pirataria>> desapareça
neste sector de extracção de inertes.
As nove empresas que operam no Douro, alegaml que nestes três
meses de proibição já perderam receitas de
milhão e meio de contos e o Estado 300 mil contos de impostos.
<<Além de mais, a situação ameaça
304 postos de trabalho directos e mais de dois mil de forma indirecta>>,
alerta o presidente da ADRAG. "
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ELECTRICIDADE,
ÁGUA E GÁS
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