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Inventos nacionais do sonho ao real |
PROJECTO: ESTAÇÃO DE BASE DECT-RDIS
JORNAL DE NOTÍCIAS, Suplemento ECONOMIA, 6 ABRIL 2001
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Prémio ANIMEE de Inovação
e Criatividade mostrou na exponor que há massa cinzenta rentabilizável
No âmbito do 12.º Encontro para o Desenvolvimento das Indústrias
Eléctricas e Electrónicas (Endiel), este ano realizado
no recinto da Exponor, em Matosinhos, surge-nos o Salão da Inovação
e Criatividade, patrocinado pelo IAPMEI, iniciativa que promove o espírito
inventivo. Desta feita, 13 inventos concorriam ao Prémio ANIMEE
(Associação Nacional dos Industriais de Material Eléctrico
e Electrónico).
O primeiro prémio, patrocinado pelo Ministério da Ciência
e Tecnologia, foi ganho pelo invento "Nova Gama HVL" da Philips
Portuguesa de Ovar, levando para casa 3750 euros (750 contos).
O segundo prémio, cifrado em 2500 euros (500 contos) e financiado
pelo IAPMEI, foi obtido pelo projecto "Estação de
Base Dect-Rdis".
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Berços diferentes |
Entre o sonho de realização
adiada e o realismo mais frio de quem sabe espreitar nichos de mercado,
de tudo um pouco ali se encontrou. Alguns projectos têm já
mercado garantido devido ao embrião empresarial ou institucional
(INESC - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, entre outros)
de onde brotaram, mas há também ideias concebidas sem
grandes apoios e cujo futuro parece muito incerto.
O primeiro prémio, ganho por um grupo de inventores da Philips,
consisle na criação de três novas famílias
de transformadores em linha assentes no conceito de uma carcaça
(suportes de bobinagem)e não duas, tal como sucede nos mais caros
e menos produtivos "layers" e "slots".
Imbuído pela ideia de alta mobilidade na era da informática,
surgiu na Exponor a "Estação de Base Dect-Rdis"
(segundo prémio), feita por encomenda de uma firma sueca (a RSC)
ao INOV (Instituto do Norte de Portugal que integra o INESC). Uma simples
plaquinha, que pode ser introduzida num normal PC ou num "web pad"
(um computador sem fios com formato de livro aberto, permite a comunicação
sem fios desde que a Estação de Base Dect-Rdis (sensivelmente
um palmo de altura) esteja em local próximo ligada à linha
telefónica.
Na categoria das invenções com repercussões a nível
social, destacou-se o Sistema lnteractivo de Guia e Informação
para Cegos. Segundo Pedro Teixeira, inventor com formação
na área da engenharia, os cegos ficam comovidos quando experimentam
as potencialidades do engenho, mas a verdade é que as entidades
oficiais e associações de invisuais não têm
tido a receptividade esperada pelo autor do projecto.
Uma fita metálica colocada no chão de espaços públicos
(estações de caminhos-de-ferro ou de metro, centros comerciais,
etc.) permite ao cego munido de uma cana, que está ligada a um
auricular, guiar-se ao ouvir as mais variadas informações
transmitidas pelo circuito eléctrico munido de aparelhos de som
onde estão armazenados os elementos considerados pertinentes
para a orientação do invisual num dado espaço.
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Em rede mas sem telefones |
O ARL-2M (Acess Radio Link a 2.048
mbps), merecedor de uma das duas menções honrosas (a outra
foi dada ao "Disjuntor de Vácuo de Média Tensão
Inteligente", projecto Efacec), consiste numa carta produzida pela
Empresa Nacional de Telecomunicações e que é integrável
num PC. O sistema visa facilitar e racionalizar os custos de comunicação
entre partes de uma mesma empresa que se situem a uma distância
máxima entre si de 10 quilómetros (futuramente chegará
aos 30 quilómetros). Dispensando o telefone para comunicação
de dados (imagem, texto ou voz), os cabos desaparecem, bem como os custos
inerentes aos assinantes das operadoras de telecomunicações.
Como se pôde concluir por estes e vários outros inventos
presentes, o espírito inovador existe no país, cabendo
aos agentes económicos e outros interessados retirar daí
dividendos.
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EDP aumenta peso na OPA sobre eléctrica
espanhola |
A espanhola Ferroatlántica
e a EDP-Cajastur converteram-se ontem nos únicos sobreviventes
da batalha pela Hidrocantábrico (HC), que deve resolver-se na
próxima segunda-feira.Embora a oferta melhorada da Ferroatlántica
possa assegurar-lhe 60% da eléctrica espanhola, o controlo de
34% pela EDP-Cajastur pode bloquear os seus projectos de expansão
da companhia.
Reunidos de urgência ontem, os conselheiros da HC consideraram
"satisfatória" a oferta da Ferroatlántica, recentemente
formulada e situada nos 27,3 euros por acção (5450 escudos).
Esta nova proposta, que surpreendeu os concorrentes, supera as já
colocadas pela EDP-Cajastur (24 euros) e pela alemã RWE (26 euros),
que decidiu retirá-la.
O apoio à Ferroatlántica não é, porém,
absoluto. Um dos mais influentes accionistas da HC, a norte-americana
TXU, decidiu anteontem vender a sua participação de 19%
à Cajastur, com quem mantém uma velha aliança.
Esta operação resulta decisiva para a EDP que junto com
a Caixa asturiana (apoiada em 15% da HC) passa a controlar 34% da companhia.
Ambas as empresas, que não venderão os seus títulos
à Ferroatlántica, manifestaram ontem a sua disponibilidade
para dialogar.
O acordo resulta imprescindível para uma maioria do 75% aprovar
a reforma dos estatutos da HC, que actualmente limitam os direitos políticos
dos accionistas. Desta reforma dependem os projectos de Juan Miguel
Villar Mir, presidente da Ferroatlántica, que quer formar um
poderoso grupo eléctrico a partir da operação.
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