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ELECTRICIDADE, ÁGUA E GÁS - Contadores
em telegestão |
PROJECTO: TELECONTAGEM
Revista VALOR, 26 JULHO 2001 |
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EDP, EPAL e GDP vão
passar a utilizar um sistema de telegestão de leitura automática
dos contadores.
O projecto está já em fase de industrialização.
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Dentro de alguns meses, a EDP, a EPAL e a GDP vão proceder
à recolha dos contadores de energia eléctrica, de água
e de gás. A ideia é substituir os equipamentos existentes
por outros que possuam o sistema de telegestão de leitura automática
dos contadores. O projecto iniciado há cinco anos está
já em fase de industrialização, e prevê-se
que a partir de Setembro sejam instaladas mais cinco mil unidades na
zona da grande Lisboa. Isto depois da fase piloto, que consistiu na
instalação de 250 unidades na Avenida João XXI,
na capital portuguesa, ter decorrido com sucesso. A validação
do sistema permite a crescente instalação de unidades
pelas casas portuguesas, de acordo com planos ainda a definir pelas
empresas distribuidoras de energia eléctrica, água e
gás.
Ainda que os novos contadores em nada difiram dos actuais, a inclusão
da unidade remota de telecontagem, obriga à substituição
dos equipamentos. Mas os responsáveis do projecto garantem que
esta substituição não vai onerar os utilizadores
finais, já que se trata de unidades de baixo custo com um período
de vida de cerca de 20 anos.
O sistema de telegestão, foi desenvolvido inicialmente para
a EDP, que aceitou adjudicar o projecto depois de vários trabalhos
desenvolvidos terem convencido a empresa nacional de energia. Dois
anos mais tarde, através do programa PEDIP, que financiou o
projecto (800 mil contos), <<este conceito de telegestão
foi estendido também à GDP e à EPAL>>, revela
João Costa, coordenador do consórcio formado para o projecto
de telecontagem do INOV (INESC Inovação), que conta também
com o INETI e o EID, enquanto parceiros de desenvolvimento.
De acordo com o João Costa, o sistema de telegestão permite
<<a leitura automática dos contadores, automatizando todo
o processo desde a leitura e facturação até à
actividade operacional e comercial das companhias de distribuidoras
de energia, chamadas "Utilities">>. As características
técnicas do sistema passam por comunicações bidirecionais
pela rede de energia eléctrica de baixa tensão, desde
a casa do cliente até ao posto de transformação
e pela rede telefónica até à central de gestão
dos sistemas de informação. De acordo com os vários
cenários de implementação deste sistema no terreno,
<<foram desenvolvidas unidades que comunicam por rádio
e por GSM, tornando o sistema versátil>>, assegura.
Ainda de acordo com João Costa, as principais vantagens tecnológicas
do sistema <<residem no facto de ser um desenvolvimento recente,
que não só utiliza o novo modem PLC como suporta as normas
DLMS e COSEM associadas à telecontagem, utilizando os últimos
conceitos de comunicação e operação de
tecnologias de informação no sistema de telegestão>>.
A industrialização certa deste sistema vai ser levada
a cabo por uma empresa que será constituída de propósito
para o efeito.
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Vantagens do sistema
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Para os responsáveis do
projecto, este sistema permite às "utilities" serem
mais competitivas, em cenário de desregulamentação
dos mercados de energia eléctrica, água e gás.
Permite também economia nos custos operacionais da companhia
com a leitura e facturação de energia e monitorização
de curvas de carga.
Para os utilizadores os benefícios passam por facilitar a informação
do custo da energia em função da hora do dia, efectuando
automaticamente a multi-tarifa, podendo chegar ao limite do chamado
"spot-pricing". Por outro lado o sistema permite a activação
automática de novo contrato com o cliente e possibilita a alteração
de potência contratada de forma expedita.
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