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Telefone para surdos: será útil?
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PROJECTO: TELEFONES DE TECTO
Revista TESTE SAÚDE, JULHO/AGOSTO 2001 |
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Foi, recentemente, lançada
uma campanha destinada a disponibilizar "telefones" de texto
para surdos. O Hospital Egas Moniz, a Faculdade de Ciências Médicas
e a PT Comunicações estão na base desta iniciativa.
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Como é? |
O aparelho assemelha-se a um computador
portátil de pequenas dimensões: comporta um teclado e
um pequeno visor e, tal como um telefone clássico, permite comunicar
"em directo", mas com uma particularidade: o diálogo
é estabelecido por escrito. Custa, para o público em geral,
cerca de 69 contos. Para os deficientes auditivos, o aparelho pode ser
adquirido por cerca de 53 contos, tendo estes direito a dois aparelhos
com desconto, desde que comprovem a sua deficiência (por exemplo,
com um atestado médico ou se forem sócios de uma associação
de deficientes auditivos).
Como faz parte da listagem das ajudas técnicas, com uma prescrição
(de um médico, associação, etc.), a compra deste
telefone pode ser comparticipada a 100%, dependendo da verba disponível.
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Mas será realmente útil?
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Por um lado, a comunicação só
é possível entre aparelhos iguais. Ou seja, de nada
serve adquirir este "telefone" para estabelecer uma ligação,
se os familiares e amigos não estiverem, igualmente, equipados
com um igual. Mais: estarão os organismos públicos equipados
com este material?
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Por outro lado, não se trata de um aparelho
muito inovador: na verdade, também é possível
"conversar" em directo através do chat da Internet.
Assim, quem tenha um computador com ligação à
lnternet não encontrará vantagens neste telefone de
texto.
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Prevê-se, no entanto, no primeiro semestre
do ano que vem, que os surdos possam, através deste "
telefone", enviar mensagens escritas para telemóveis,
para pagers e correio electrónico, além de que poderão
ligá-lo a um aparelho de fax, o que, nessa altura, poderá
tornar a sua aquisição mais interessante.
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Mas mais interessante ainda seria que estes aparelhos
pudessem interagir com telefones de voz normais, através de
conversores da fala e da escrita. Isso sim, seria útil para
os surdos.
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