O Parque Nacional da Arrábida e a Reserva Natural do Estuário
do Sado pretendem adoptar um sistema de televigilância que vigiará
não só a fauna e a flora mas também poderá
prevenir os fogos florestais. O estudo para instalação
está já feito mas falta financiamento e parceiros de forma
a rentabilizar este sistema de câmaras de vídeo que, dada
a sua natureza, apresenta um custo elevado. Uma torre de Tróia,
o farol do Cabo Espichel, o Convento da Arrábida, Alto da Madalena,
Castelo de Sesimbra e a sede do Parque Natural da Arrábida foram
os locais seleccionados pelo estudo técnico, que contou com o
apoio financeiro da Comissão Nacional Especializada em Fogos
Florestais (CNEFF), dependente do Ministério da Administração
Interna.
O levantamento permitiu concluir que bastariam seis câmaras para
que ficasse garantida a vigilância das zonas de maior valor das
duas áreas protegidas e definiu mesmo os locais em função
de critérios como segurança do equipamento, ponto estratégico
e o fornecimento de luz eléctrica. No entanto, tratasse de "um
sistema bastante caro", como explicou ao Correio da Manhã
um responsável do PNA, Nuno David, acrescentando "que a
instalação de três câmaras custa cerca de
30 mil contos".
As câmaras estão associadas a meios de transmissão
dos dados, como torres e centros de comando, e contam ainda com sistemas
próprios de alerta, em caso de intromissão ou vandalismo.
De qualquer forma, é um sistema de grande importância pois
garantiria uma vigilância constante, tarefa manifestamente impossível
apenas com guardas, para além de cobrir áreas que não
estão acessíveis.
Dado estes custos elevados, as áreas protegidas esperam agora
encontrar outros parceiros, nomeadamente câmaras municipais, de
forma a que o financiamento possa ser repartido.
A expectativa é a de que possam estar já em funcionamento
algumas câmaras este Verão mas, como reconheceu Nuno David,
"será muito difícil, talvez só no próximo".
O estudo foi ontem apresentado numa reunião de trabalho com técnicos
das duas áreas naturais, que contou com a presença do
presidente do Instituto de Conservação da Natureza.